Resenha: O Último Olimpiano, Rick Riordan

O Último Olimpiano
Percy Jackson e os Olimpianos #05
Rick Riordan
Skoob
★★★★

Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os Titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo titã.Enquanto os Olimpianos se ocupam de conter a fúria do monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem deter o Senhor do Tempo.

Nesse quinto e último livro da série, o combate se acirra e o mundo que conhecemos está prestes a ser destruído. O destino da civilização está nas mãos do semideus anunciado na antiga profecia, e Percy está perto de completar dezesseis anos – a dúvida é: o herói será ou não capaz de tomar a decisão correta?

O Último Olimpiano é, de longe, o melhor livro da série para mim.

O motivo é bem simples. Primeiro, eu adorei como não houve viagens loucas como nos outros volumes. Certo,acho as viagens bem legais, mas após quatro livros escritos mais ou menos no mesmo formato foi um alívio ler um em que as coisas acontecessem principalmente em um lugar só. Segundo, O Último Olimpiano não para nunca; tem sempre algo acontecendo, esse algo sempre coloca a vida dos personagens em risco e, o que para mim é ainda melhor, é um risco bem real, sem aquela facilidade toda que encontrei em O Ladrão de Raios. A escrita está melhor, os personagens estão melhores e o próprio plot é bem superior ao dos outros livros – provavelmente porque é o último, mas ainda assim ele foi, não sei, mais bem arranjado, talvez? Tudo pareceu mais bem planejado.

Apesar de ter gostado muito desse livro, ainda mantenho o que disse na minha resenha do primeiro volume: acho HOO bem melhor (apesar de só ter lido dois livros dessa nova série), tanto em termos de plot quanto de escrita e maturidade da história. Veja, PJO não é sequer uma série young adult, apesar de tantas pessoas a considerarem uma (eu inclusa, na maior parte do tempo); PJO é classificado como middle grade, ou seja, é um público alvo mais jovem, obviamente, do que os dos livros young adult. E isso reflete em vários aspectos da história, que é, no geral, divertida, mas bem simples, embora haja alguns poucos momentos mais sérios. É um dos motivos de minhas resenhas de PJO serem tão curtas; os livros são leves que eu passo por eles num tapa, sem nem notar que já estou me aproximando no final.

Isso é bom? É. Afinal, na maior parte das vezes é melhor se divertir em um livro rápido do que se arrastar em um livro lento e possivelmente chato. Mas PJO é tão simples que eu não só li todos os cinco volumes em tempo recorde (para mim) como quase os acabei juntando em um só (um dos motivos de eu ter me atrapalhado nas resenhas). É por isso que considero HOO, uma série young adult, melhor. Como eu disse, as coisas são bem mais maduras por lá.

Não falo isso para colocar PJO para baixo, até porque adoro a história, mas a verdade é que esses livros não vão ficar (e não ficaram, da primeira vez que os li) na minha mente por muito tempo. Foram uma leitura divertida, claro, mas só isso. O que, na minha opinião, não é problema algum. Contorçam-se, elitistas amantes da Literatura com L maiúsculo, suas criaturas chatas!

Então, é isso. 4.0 estrelas para O Último Olimpiano.

Resenha: A Batalha do Labirinto, Rick Riordan

A Batalha do Labirinto
Percy Jackson e os Olimpianos #04
Rick Riordan
Skoob
★★★½

O Monte Olimpo está em perigo. Cronos, o perverso titã que foi destronado e feito em pedaços pelos doze deuses olimpianos, prepara um retorno triunfal. O primeiro passo de suas tropas será atacar e destruir o campo de treinamento dos heróis, filhos de deuses com mortais, que desde a Grécia Antiga combatem na linha de frente em defesa dos olimpianos. Para assegurar que esse refúgio de semideuses – o Acampamento Meio-Sangue – não seja invadido, Percy Jackson e um jovem ciclope, ambos filhos de Poseidon, Annabeth Chase, filha de Atena, e Grover, um sátiro, são destacados para uma importante missão – deter as forças de Cronos antes que se aproximem do acampamento. Para isso, será preciso sobreviver ao emaranhado de corredores do temido Labirinto de Dédalo – um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais aterrorizantes surpresas.

A Batalha do Labirinto, pra mim, só perde para O Último Olimpiano nessa primeira série de Riordan. Gostei muito de como ele adaptou a ideia do labirinto de Dédalo para o mundo atual, e gostei ainda mais do que realmente acontece dentro dele (o encontro com a Esfinge e com Janus, por exemplo), mas em especial gostei muito da presença de Rachel, uma mortal, e do papel que ela tem na série. É bom ver que mortais também podem fazer a diferença e não apenas ficar gritando de um lado para outro quando algo sobrenatural acontece.

Algumas coisas me irritaram nesse livro, porém, principalmente a Annabeth. Eu a adoro, mas o ciúme bestinha dela por causa de qualquer interação com do Percy com a Rachel me fez revirar os olhos. Na maior parte do tempo Percy e Rachel sequer fazem nada vagamente suspeito, mas ela fica emburrada e é grossa com a garota mesmo assim. E em momento nenhum realmente se cria alguma dúvida sobre com quem o Percy vai ficar, o que por um lado é ótimo já que eu odeio triângulos amorosos, mas que por outro faz a Annabeth ficar ainda mais irriante. Desgruda, garota, pelo amor de Deus.

O final também ficou um tanto corrido, mas nada grave. Gostei bastante do Nico e do Percy nesse livro (novidade), e gostei muito da Calipso e até mesmo da Juniper. Enfim, 3.5 estrelas.