Resenha: A Canção do Sangue, Anthony Ryan

A Canção do Sangue
A Sombra do Corvo #01
Anthony Ryan
Skoob
★★★★½

Quando Vaelin Al Sorna, um garoto de apenas 10 anos de idade, é deixado por seu pai na Casa da Sexta Ordem, ele é informado que sua única família agora é a Ordem. Durante vários anos ele é treinado de forma brutal e austera, além de ser condicionado a uma vida perigosa e celibatária. Mesmo assim, Vaelin resiste e torna-se líder entre seus irmãos. Ao longo de sua jornada, Vaelin também descobrirá de quem foi o verdadeiro desejo para que ele fosse entregue à Ordem o objetivo sempre foi protegê-lo, mas ele não tem ideia do quê. Aos poucos, indícios de uma esquecida Sétima Ordem e questões acerca das ações do Rei Janus fazem Vaelin Al Sorna questionar sua lealdade. Destinado a um futuro grandioso, ele ainda tem que compreender em quem confiar. Neste primeiro volume da trilogia A Sombra do Corvo, Anthony Ryan estreia de maneira promissora na literatura com uma aventura repleta de ação.

Faz uns bons 20 minutos que estou encarando a página de A Canção do Sangue no Goodreads, indecisa entre dar cinco ou quatro estrelas para esse livro. Já li outras resenhas, pensei sobre a história, a escrita e os personagens, encarei a página mais um pouquinho e refleti sobre os outros livros que já receberam essas notas altas de mim. Veja bem, esse ano só dei cinco estrelas para três livros. Seria, então, A Canção do Sangue o há muito esperado quarto?

Depois de pensar muito, decidi que não. Mas admito que ele chegou muito, muito perto.

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Resenha: O Filho de Netuno, Rick Riordan

O Filho de Netuno
Os Heróis do Olimpo #02
Rick Riordan
Skoob
★★★

A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth. Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.Meu problema com esse livro tem um nome. Ou melhor, dois: Hazel e Frank.

Eles me irritaram durante o livro inteiro e foram praticamente a maior causa de eu ter demorado tanto tempo para terminá-lo. Mas eu só vim perceber o porquê de eles terem me frustrado tanto hoje, umas cem páginas antes do fim da história, e esse motivo é muito simples: angst demais.

Não me entenda errado; eu adoro um bom angst, de verdade, mas só quando o plot e os personagens me convencem de que a quantidade de angst presente na história é a certa. E isso não aconteceu em O Filho de Netuno. No início sim, me senti mal pelas coisas que a Hazel foi obrigada a fazer e entendi bem os problemas de auto-estima do Frank, mas depois de um tempo eu mal podia ler um capítulo deles sem revirar os olhos. Eles reclamam demais, de si mesmos, da vida, dos deuses e de qualquer outra coisa que se mova. O livro inteiro foi uma festa de auto-piedade protagonizada pelos dois.

E o romance entre eles… Ew. Ew ew ew ew. Não. Sério. O angst exagerado de ambos os personagens estragou o pseudo-romance. Perdi a conta de quantas vezes revirei os olhos com Frank ficando >toda hora< preocupado com a ideia de que Hazel jamais iria gostar dele após ele fazer alguma coisa (essa alguma coisa geralmente sendo relacionada com salvar a vida deles??? Hã????) ou com a Hazel lamentando o fato do Frank ser uma pessoa tão boa que jamais aceitaria ficar com ela, que já fez tanta coisa errada. Bleh.

Frank e Hazel fizeram com que eu sentisse saudades da Piper e de todo o seu drama sobre ser linda. Então sim, as partes dos dois foram muito cheias de mimimi pra mim.

Mas não temam, pois Percy está nesse livro e seus capítulos compensam as lamentações de Hazel/Frank. Que os deuses sejam louvados. Amém.

E, é claro, temos o Nico e o acampamento romano que, como eu já disse em resenhas anteriores, é meu favorito. E a própria história é ótima também; Hazel e Frank foram o que realmente me impediu de gostar dela como eu deveria. Fora isso, o final é um pouco corrido, mas né, isso às vezes acontece com os livros do Riordan mesmo. Depois de ler os cinco de PJO e esses dois de HOO em sequência já estou pra lá de acostumada.

De qualquer forma, O Filho de Netuno fica só com 3.0 estrelas.

Resenha: O Herói Perdido, Rick Riordan

O Herói Perdido
Os Heróis do Olimpo #01
Rick Riordan
Skoob
★★★★

Novos e conhecidos personagens do Acampamento Meio-Sangue dividem espaço nesse primeiro volume da série Os heróis do Olimpo. Rick Riordan volta ao universo de Percy Jackson e os Olimpianos com ainda mais aventuras, humor e mistério. Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes – semideuses dos quais todos já ouvimos falar… e muito.

Como eu não cansei de dizer em minhas resenhas de Percy Jackson e os Olimpianos, eu gosto muito mais de Os Heróis do Olimpo do que da primeira série. E os motivos são bem simples.Para começar, a escrita é melhor. Não é mais em primeira pessoa e sim em terceira (o que eu prefiro, apesar de adorar a narração do Percy em PJO), e é bem mais sólida e até mesmo mais descritiva. Achei bem mais fácil “mergulhar” na história aqui em O Herói Perdido do que em qualquer livro da primeira série, e acredito que a escrita seja a responsável por isso. E, é claro, os personagens secundários (que não são tão secundários assim, para falar a verdade) são bem mais explorados, já que não estamos presos somente no ponto de vista de Percy.

Segundo, bem, HOO é uma série young adult enquanto PJO é middle-grade. Ou seja, tudo (personagens, escrita, etc) é mais maduro e vários temas são tratados com mais seriedade, apesar da história ainda manter aquele ar meio “wtf” que PJO sempre teve. HOO é o tipo certo de série spin-off, já que leva em conta o fato de que quem cresceu lendo PJO, bem, cresceu, sabe. Eu mesma comecei a ler PJO logo após o primeiro filme ser lançado, lá em 2010, quando tinha uns 14 anos, então não posso dizer que cresci lendo PJO (ou HP, falando nisso), mas bem, o que leio hoje em dia não corresponde mais ao que eu lia 2010 (well, na verdade corresponde para o horror dos meus pais, mas acho que hoje em dia sou bem mais crítica, embora continue lendo basicamente os mesmos gêneros). Nessa releitura que fiz de PJO acabei percebendo que não me diverti tanto quanto tinha me divertido das outras três ou quatro vezes em que li a série, e acho que só posso culpar o tempo e a quantidade de livros que li nos últimos anos, que me fizeram ficar bem mais chata e exigente. Sim, eu sei que estou dando voltas e mais voltas, mas o fato é: HOO é um bom spin-off porque leva em conta que seus leitores cresceram e/ou estão mais exigentes, então a série, pelo menos aqui no primeiro livro, entrega mais do que a gente já conhece – semideuses, monstros, deuses prestes a serem derrotatos, etc, etc, – em um tom diferente e menos infantil que acredito ser ideal para seu público alvo. Pontos para o Riordan por isso.

Terceiro, eu adoro a ideia de gregos x romanos. Não vou falar muito para não dar spoiler, mas eu adoro os romanos. Ok, aqui no primeiro livro eles não aparecem muito, mas como já li o segundo (estou até relendo-o agora) posso afirmar com 100% de convicção que três gregos não valem um romano, yay. Plus o plano de Hera é bem interessante e eu mal posso esperar para ver como ele se desenrola nos próximos livros.

Mas nem tudo são flores (infelizmente). Perdi a conta do número de vezes em que revirei os olhos ao ler a Piper chafurdando em angst por ser linda (ô, tristeza, gente. Que tragédia. Pobre garota, tsk tsk) ou ao ver mais uma pessoa sendo um pé no saco com os filhos de Afrodite por eles serem vaidosos ou ao perceber que Riordan os retrata como semi-inúteis fúteis desde a primeira série justamente por eles aparentemente não servirem para mais nada além de se olharem no espelho. As únicas que fogem esse estereótipo são a Silena, que era uma traidora e morreu no último livro de PJO, e a própria Piper, que, surpresa!, acha que ser linda é equivalente a ser um cavaleiro do apocalipse. Há alguns indícios de que esse estereótipo cairá por terra nos próximos volumes, mas enquanto isso permanecerei aqui bocejando toda vez que alguém nessa série for visto como inferior por se importar com a aparência. Bleh.

Mas, no geral, O Herói Perdido é um livro ótimo. O ritmo é bom, os personagens também, a escrita tem qualidade e o final não é fácil demais como em O Ladrão de Raios. Então, né, 4.0 estrelas.

Resenha: O Último Olimpiano, Rick Riordan

O Último Olimpiano
Percy Jackson e os Olimpianos #05
Rick Riordan
Skoob
★★★★

Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os Titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo titã.Enquanto os Olimpianos se ocupam de conter a fúria do monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem deter o Senhor do Tempo.

Nesse quinto e último livro da série, o combate se acirra e o mundo que conhecemos está prestes a ser destruído. O destino da civilização está nas mãos do semideus anunciado na antiga profecia, e Percy está perto de completar dezesseis anos – a dúvida é: o herói será ou não capaz de tomar a decisão correta?

O Último Olimpiano é, de longe, o melhor livro da série para mim.

O motivo é bem simples. Primeiro, eu adorei como não houve viagens loucas como nos outros volumes. Certo,acho as viagens bem legais, mas após quatro livros escritos mais ou menos no mesmo formato foi um alívio ler um em que as coisas acontecessem principalmente em um lugar só. Segundo, O Último Olimpiano não para nunca; tem sempre algo acontecendo, esse algo sempre coloca a vida dos personagens em risco e, o que para mim é ainda melhor, é um risco bem real, sem aquela facilidade toda que encontrei em O Ladrão de Raios. A escrita está melhor, os personagens estão melhores e o próprio plot é bem superior ao dos outros livros – provavelmente porque é o último, mas ainda assim ele foi, não sei, mais bem arranjado, talvez? Tudo pareceu mais bem planejado.

Apesar de ter gostado muito desse livro, ainda mantenho o que disse na minha resenha do primeiro volume: acho HOO bem melhor (apesar de só ter lido dois livros dessa nova série), tanto em termos de plot quanto de escrita e maturidade da história. Veja, PJO não é sequer uma série young adult, apesar de tantas pessoas a considerarem uma (eu inclusa, na maior parte do tempo); PJO é classificado como middle grade, ou seja, é um público alvo mais jovem, obviamente, do que os dos livros young adult. E isso reflete em vários aspectos da história, que é, no geral, divertida, mas bem simples, embora haja alguns poucos momentos mais sérios. É um dos motivos de minhas resenhas de PJO serem tão curtas; os livros são leves que eu passo por eles num tapa, sem nem notar que já estou me aproximando no final.

Isso é bom? É. Afinal, na maior parte das vezes é melhor se divertir em um livro rápido do que se arrastar em um livro lento e possivelmente chato. Mas PJO é tão simples que eu não só li todos os cinco volumes em tempo recorde (para mim) como quase os acabei juntando em um só (um dos motivos de eu ter me atrapalhado nas resenhas). É por isso que considero HOO, uma série young adult, melhor. Como eu disse, as coisas são bem mais maduras por lá.

Não falo isso para colocar PJO para baixo, até porque adoro a história, mas a verdade é que esses livros não vão ficar (e não ficaram, da primeira vez que os li) na minha mente por muito tempo. Foram uma leitura divertida, claro, mas só isso. O que, na minha opinião, não é problema algum. Contorçam-se, elitistas amantes da Literatura com L maiúsculo, suas criaturas chatas!

Então, é isso. 4.0 estrelas para O Último Olimpiano.

Resenha: A Batalha do Labirinto, Rick Riordan

A Batalha do Labirinto
Percy Jackson e os Olimpianos #04
Rick Riordan
Skoob
★★★½

O Monte Olimpo está em perigo. Cronos, o perverso titã que foi destronado e feito em pedaços pelos doze deuses olimpianos, prepara um retorno triunfal. O primeiro passo de suas tropas será atacar e destruir o campo de treinamento dos heróis, filhos de deuses com mortais, que desde a Grécia Antiga combatem na linha de frente em defesa dos olimpianos. Para assegurar que esse refúgio de semideuses – o Acampamento Meio-Sangue – não seja invadido, Percy Jackson e um jovem ciclope, ambos filhos de Poseidon, Annabeth Chase, filha de Atena, e Grover, um sátiro, são destacados para uma importante missão – deter as forças de Cronos antes que se aproximem do acampamento. Para isso, será preciso sobreviver ao emaranhado de corredores do temido Labirinto de Dédalo – um interminável universo subterrâneo que, a cada curva, revela as mais aterrorizantes surpresas.

A Batalha do Labirinto, pra mim, só perde para O Último Olimpiano nessa primeira série de Riordan. Gostei muito de como ele adaptou a ideia do labirinto de Dédalo para o mundo atual, e gostei ainda mais do que realmente acontece dentro dele (o encontro com a Esfinge e com Janus, por exemplo), mas em especial gostei muito da presença de Rachel, uma mortal, e do papel que ela tem na série. É bom ver que mortais também podem fazer a diferença e não apenas ficar gritando de um lado para outro quando algo sobrenatural acontece.

Algumas coisas me irritaram nesse livro, porém, principalmente a Annabeth. Eu a adoro, mas o ciúme bestinha dela por causa de qualquer interação com do Percy com a Rachel me fez revirar os olhos. Na maior parte do tempo Percy e Rachel sequer fazem nada vagamente suspeito, mas ela fica emburrada e é grossa com a garota mesmo assim. E em momento nenhum realmente se cria alguma dúvida sobre com quem o Percy vai ficar, o que por um lado é ótimo já que eu odeio triângulos amorosos, mas que por outro faz a Annabeth ficar ainda mais irriante. Desgruda, garota, pelo amor de Deus.

O final também ficou um tanto corrido, mas nada grave. Gostei bastante do Nico e do Percy nesse livro (novidade), e gostei muito da Calipso e até mesmo da Juniper. Enfim, 3.5 estrelas.

Resenha: A Maldição do Titã, Rick Riordan

A Maldição do Titã
Percy Jackson e os Olimpianos #03
Rick Riordan
Skoob
★★★½

Um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente… e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e nossos heróis serão presas fáceis. Um monstro ancestral foi despertado – um ser com poder suficiente para destruir o Olimpo –, e Ártemis, a única deusa capaz de encontrá-lo, desapareceu. Percy e seus amigos têm apenas uma semana para resgatar a deusa sequestrada e solucionar o mistério que ronda o monstro que ela caçava.

Divertidíssima e repleta de ação, essa terceira aventura da série coloca nosso herói e seus aliados frente a frente com o maior desafio de suas vidas: a terrível profecia da maldição do titã.

Esse livro não é um dos meus favoritos da série, mas tem um lugar especial no meu coração por motivos de Thalia e Nico (mas principalmente por causa do Nico, plep).

Gosto muito da Thalia (na verdade gosto muito de praticamente todas as personagens femininas dessa série, mas da Thalia em especial). Como a Annabeth mesmo diz, ela é parecida com o Percy em alguns sentidos, mas completamente diferente em outros, e, em resumo, ela é um personagem fácil de se gostar/admirar. Nico, desde a primeira que li A Maldição do Titã, se tornou meu personagem preferido da série junto com o Percy. Aqui ele ainda é bem jovem e bem mais infantil/inocente (</3333), mas o final do livro desencadeia o maior desenvolvimento dele, que acontece nos próximos livros. Acho que Nico é o personagem que muda de modo mais drástico durante a série.

Enfim, A Maldição do Titã é um livro divertido sim, sem as falhas de O Ladrão de Raiose um tico mais sério do que O Mar de Monstros, mas, como eu disse, passa um tanto longe de ser meu preferido. Algumas coisas me irritaram, como por exemplo as Caçadoras sempre ficando de mimimi com os caras (um saco, sério), mas nada realmente grave. 3.5 estrelas.

Resenha: O Mar de Monstros, Rick Riordan

O Mar de Monstros
Percy Jackson e os Olimpianos #02
Rick Riordan
Skoob
★★★★☆

O Mar de Monstros é o segundo volume da série Percy Jackson e os olimpianos, best-seller do The New York Times. Nessa nova aventura, Percy e seus amigos estão em busca do Velocino de Ouro, único artefato mágico capaz de proteger da destruição seu lugar predileto e, até então, o mais seguro do mundo: o Acampamento Meio-Sangue. Com o envenenamento da árvore de Thalia por um inimigo misterioso, as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento estão ameaçadas, e é preciso buscar o antídoto.

Assim, nossos heróis partem em uma arriscada e incrível viagem pelo Mar de Monstros, localizado nas coordenadas 30-31-75-12: uma referência ao Triângulo das Bermudas. Lá, enfrentam seres fantásticos e muitos perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança – quando Percy irá questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição. Combinando fatos contemporâneos com mitologia, fantasia com erudição, O Mar de Monstros diverte, encanta e ensina pais e filhos

Meus medos se mostraram infundados. O Mar de Monstros se mostrou bem melhor do que O Ladrão de Raios; os desafios foram mais difíceis, os personagens se desenvolveram mais e o plot ficou bem mais interessante. Gosto especialmente do relacionamento ente o Percy e Annabeth nesse livro. Para mim, eles são um ótimo exemplo de como se desenvolve um (pseudo, por enquanto) romance, e apesar da Annabeth não ser minha personagem preferida, ela é um personagem completo e não apenas o interesse romântico. É até meio bizarro ver isso acontecer em um livro para crianças, mas não ver em livros para jovens adultos ou adultos mesmo.

Foi nesse livro também que me lembrei o porquê de eu gostar tanto do Percy. Geralmente sou meio imparcial para protagonistas das histórias que leio (os secundários me interessam muito mais na maior parte das vezes), mas o Percy é um caso a parte. Eu realmente gosto dele. Ele é um idiota, mas um idiota divertido, e eu gosto do modo com que ele narra a série. Minha indisposição com livros narrados em primeira pessoa não é fraca de se vencer, mas em Percy Jackson e os Olimpianos isso não me incomoda em nada. Acho até que os livros perderiam um pouco da cor se fossem escritos em terceira pessoa.

Enfim, me animei novamente para continuar minha releitura depois de O Mar de Monstros. Planejo começar A Maldição do Titã ainda hoje (e depois vou ter que dar um jeito de comprar os últimos três de Os Heróis do Olimpo, oops). Enfim, 4 estrelas

Resenha: O Ladrão de Raios, Rick Riordan

O Ladrão de Raios
Percy Jackson e os Olimpianos #01
Rick Riordan
Skoob
★★★☆☆

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.Li O Ladrão de Raios pela primeira vez anos atrás, logo antes do filme ser lançado, e naquela época achei o livro uma leitura leve e divertida, com bons personagens e um plot interessante. Agora, relendo talvez pela quarta ou quinta vez, notei alguns detalhes que me fizeram dar a esse livro 3 estrelas ao invés de 4, como era minha intenção, mesmo eu gostando muito da série. Na verdade, foi apenas um detalhe: tudo aqui é fácil demais.

Percy não tem sequer que pensar muito ou fazer muito para superar os desafios que os deuses decidem jogar contra ele. É claro que ele tem ajuda de seus amigos e por isso as coisas ficam menos difíceis, mas ainda assim tudo é fácil demais, então foi difícil para mim levar a aventura deles a sério. Não consigo “entrar” mesmo em um livro se não há ao menos a mais pequena possibilidade de dar tudo errado; se tudo está bem e continua bem, então por que eu deveria me importar? Não há tensão alguma nesse livro. Não lembro se os próximos volumes são assim também, mas como estou relendo as duas séries agora queO Sangue do Olimpo foi lançado, acho que acabarei descobrindo em breve. Me desejem sorte.

De qualquer forma, como eu disse, realmente gosto dessa série e de seus personagens, e reler o primeiro livro de novo depois de anos foi divertido. Não tão divertido quanto me lembro de ter sido pela primeira vez, mas, bem, ainda foi o suficiente. Sempre gostei mais de Os Heróis do Olimpo mesmo.

Resenha: The Young Elites, Marie Lu

The Young Elites
The Young Elites #01
Marie Lu
Skoob
★★★★☆

Estou cansada de ser usada, ferida e deixada de lado.

Adelina Amouteru é uma sobrevivente da febre de sangue. Dez anos atrás, essa doença mortal varreu sua nação. A maior parte dos infectados morreram, enquanto muitas das crianças que sobreviveram foram deixadas para trás com marcas estranhas. O cabelo negro de Adelina se tornou prateado, seus cílios ficaram pálidos e agora ela tem apenas uma cicatriz irregular onde seu olho esquerdo um dia esteve. Seu pai cruel acredita que ela é um malfetto, uma abominação, arruinando o bom nome de sua família e bloqueando o caminho de sua fortuna. Mas rumores dizem que alguns dos sobreviventes da febre possuem mais do que cicatrizes – muitos acreditam que eles detém dons poderosos e misteriosos, e apesar de suas identidades se manterem em segredo, eles começaram a ser chamados de Jovens Elites.

Teren Santoro trabalha para o rei. Como Líder da Inquisição Axis, é seu trabalho caçar os Jovens Elites, destruí-los antes que eles destruam a nação. Ele acredita que os Jovens Elites são perigosos e vingativos, mas é Teren quem pode possuir o segredo mais sombrio de todos.

Enzo Valenciano é um membro da Irmandade da Adaga. A seita secreta de Jovens Elites procura outros como eles próprios antes que a Inquisição Axis o faça. Mas quando os Adagas encontram Adelina, eles descobrem alguém com poderes como eles jamais viram.

Adelina quer acreditar que Enzo está do seu lado, e que Teren é o verdadeiro inimigo. Mas a vida desses três irá colidir de modo inexperado na medida que cada um luta uma batalha pessoal e diferente. Mas de uma coisa eles têm certeza: Adelina possui habilidades que não pertencem a esse mundo. Uma escuridão vingativa em seu coração. E um desejo de destruir todos que se atrevam a cruzar seu caminho.

É minha vez de usar. Minha vez de ferir.*

*tradução livre

Esse livro é meio difícil de avaliar.

Veja bem, o início é maravilhoso. Li o os dois primeiros capítulos (que estavam disponíveis antes do lançamento do livro) e os adorei tanto que mal podia esperar pela obra completa. Mas o caminho que a autora escolheu para essa história me incomodou bastante. É mais uma questão de gosto pessoal mesmo, mas eu odeio, odeio mesmo, quando o protagonista de um livro é forçado a se tornar espião para salvar alguém ou garantir algo para si mesmo, e é isso que acontece com Adelina já no início. Após ser salva da morte pela Dagger Society, ela é meio que forçada a passar informações sobre o grupo para a Inquisição, que mantém sua irmã prisioneira. Quando percebi que era isso mesmo que ia acontecer toda a vontade que eu tinha de ler esse livro sumiu. Fiquei chateada. De verdade.

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Resenha: Luck in the Shadows, Lynn Flewelling

Luck in the Shadows
Nightrunner #01
Lynn Flewelling
Skoob
★★★★☆

Quando o jovem Alec de Kerry é feito prisioneiro por um crime que não cometeu, ele tem certeza de que sua vida está chegando ao fim. Mas uma coisa que ele jamais esperava era seu companheiro de cela. Espião, ladino, ladrão e nobre, Seregil de Rhiminee é muitas coisas – e nenhuma delas é previsível. E quando ele oferece tomar Alec como seu aprendiz, muitas coisas podem nunca mais ser as mesmas para ambos. Logo Alec se vê viajando por estradas que ele nunca soube que existia, em direção a uma guerra que ele nunca suspeitou estar se aproximando. Em pouco tempo ele e Seregil acabam entranhados em uma trama sinistra que corre mais fundo do que eles podem imaginar, e que pode custá-los muito mais do que suas vidas se ambos falharem. Mas a fortuna é tão imprevisível quanto o novo mestre de Alec e dessa vez pode apenas ser… Sorte nas Sombras.

Eu estava em dúvida entre dar 3.5 ou 4 estrelas para esse livro, mas o fato de eu ter o terminado após penar para acabar O Poder da Espada me fez perceber algumas qualidades da história e dos personagens que antes eu não tinha notado. Então sim, Luck in the Shadows merece e muito essas quatro estrelas.

Vou monologar um tanto mais nessa resenha, então paciência comigo, certo? Certo.

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