Resenha: O Filho de Netuno, Rick Riordan

O Filho de Netuno
Os Heróis do Olimpo #02
Rick Riordan
Skoob
★★★

A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth. Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.Meu problema com esse livro tem um nome. Ou melhor, dois: Hazel e Frank.

Eles me irritaram durante o livro inteiro e foram praticamente a maior causa de eu ter demorado tanto tempo para terminá-lo. Mas eu só vim perceber o porquê de eles terem me frustrado tanto hoje, umas cem páginas antes do fim da história, e esse motivo é muito simples: angst demais.

Não me entenda errado; eu adoro um bom angst, de verdade, mas só quando o plot e os personagens me convencem de que a quantidade de angst presente na história é a certa. E isso não aconteceu em O Filho de Netuno. No início sim, me senti mal pelas coisas que a Hazel foi obrigada a fazer e entendi bem os problemas de auto-estima do Frank, mas depois de um tempo eu mal podia ler um capítulo deles sem revirar os olhos. Eles reclamam demais, de si mesmos, da vida, dos deuses e de qualquer outra coisa que se mova. O livro inteiro foi uma festa de auto-piedade protagonizada pelos dois.

E o romance entre eles… Ew. Ew ew ew ew. Não. Sério. O angst exagerado de ambos os personagens estragou o pseudo-romance. Perdi a conta de quantas vezes revirei os olhos com Frank ficando >toda hora< preocupado com a ideia de que Hazel jamais iria gostar dele após ele fazer alguma coisa (essa alguma coisa geralmente sendo relacionada com salvar a vida deles??? Hã????) ou com a Hazel lamentando o fato do Frank ser uma pessoa tão boa que jamais aceitaria ficar com ela, que já fez tanta coisa errada. Bleh.

Frank e Hazel fizeram com que eu sentisse saudades da Piper e de todo o seu drama sobre ser linda. Então sim, as partes dos dois foram muito cheias de mimimi pra mim.

Mas não temam, pois Percy está nesse livro e seus capítulos compensam as lamentações de Hazel/Frank. Que os deuses sejam louvados. Amém.

E, é claro, temos o Nico e o acampamento romano que, como eu já disse em resenhas anteriores, é meu favorito. E a própria história é ótima também; Hazel e Frank foram o que realmente me impediu de gostar dela como eu deveria. Fora isso, o final é um pouco corrido, mas né, isso às vezes acontece com os livros do Riordan mesmo. Depois de ler os cinco de PJO e esses dois de HOO em sequência já estou pra lá de acostumada.

De qualquer forma, O Filho de Netuno fica só com 3.0 estrelas.

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2 comentários sobre “Resenha: O Filho de Netuno, Rick Riordan

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