Resenha: O Beijo das Sombras, Richelle Mead

O Beijo das Sombras
Academia de Vampiros #01
Richelle Mead
Skoob
★★★☆☆

Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi – os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O Beijo das Sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.
Eu meio que já tinha lido uma boa parte dá série Vampire Academy há alguns anos (acho que em 2010), mas em português mesmo e ainda traduzido por fãs. Lembro que esperei lançarem aqui no Brasil, mas desanimei quando anunciaram o título (O Beijo das Sombras é nome do primeiro aqui no Brasil, sendo que lá fora esse é o nome do terceiro??? Pois é). Vi a edição na livraria e achei meio meh. Letras grandes demais pro livro ficar mais grosso. Não me agradou.

E, apesar de já ter todas as versões traduzidas no meu computador, nunca terminei de ler. O por quê? Estava com medo do final; meu personagem preferido estava meio que no caminho da morte. Preferi me iludir com a sobrevivência dele na minha imaginação e deixei a série de lado; cheguei bem perto de esquecer da sua existência, na verdade.
Mas, como alguns de vocês provavelmente sabem, Vampire Academy vai se tornar um filme. Quando vi o trailer, fiquei meio horrorizada, porém. Não era bem como eu me lembrava do livro ter sido. E eu me lembrava ter gostado muito dos livros – tanto que VA era minha série YA preferida. Pensei em aproveitar e fazer uma resenha aqui pro blog logo, mas algo me parou… Será mesmo que eu ainda considerava Vampire Academy um YA digno? Afinal, já fazia um bom tempo desde que eu tinha lido o primeiro volume. E, bem, eu já estava meio traumatizada com Os Instrumentos Mortais – uma série que eu adorava e que também li traduzida por fãs antes de lançarem aqui, mas que hoje não consegue mais prender minha atenção de jeito nenhum. Então decidi ler os livros mais uma vez antes de postar minha opinião aqui.
E foi isso que me motivou a comprar o box da série em ing que demorou lindos dois meses para chegar. Comecei a ler o primeiro hoje mesmo e terminei há pouco. E, finalmente, posso dizer o que penso, pelo menos do livro um.
Vampire Academy (ou O Beijo das Sombras aqui no Brasil) se difere dos zilhões de livros YA por aí por um motivo simples: o grande impulsionador do plot é a amizade entre a protagonista, Rose, e Lissa, sua melhor amiga. Rose não age ou deixa de agir por causa de um garoto ou porque o plot comanda ou ainda por seus pais, o que seria meio que cliché a essa altura. Ter um livro YA com duas protagonistas com personalidades definidas compartilhando uma amizade forte é algo bem perto de um milagre. Boa parte das protagonistas de YA têm um amigo homem ou uma amiga mulher que não influencia muito na história e está ali só para preencher espaço mesmo. Em VA, porém, as coisas são bem diferentes.
Lissa é uma princesa Moroi – um tipo de vampiro mortal que bebe sangue humano sem matar e que pode usar magia – e Rose é uma dampira – meio vampira, meio humana. Em um mundo em que a presença dos Strigoi – vampiros imortais maléficos que precisam de sangue Moroi para viver – é constante, os dampiros, mestiços de Moroi com humanos, são encarregados de proteger esses “vampiros do bem”; do contrário, sua própria raça pode desaparecer.
É para ser a guardiã de Lissa que Rose vem treinando desde sempre. E é para protegê-la que ela leva a garota para longe da Academia onde ambas cresceram e estudaram até então. No início, não sabemos que tipo de perigo Lissa corria ou o que desencadeou a fuga das duas; são perguntas que a autora lança logo nos primeiros capítulos, mas que só responde lá pelos últimos. Foi um jeito esperto de manter os leitores curiosos e fazer todo mundo ler até a última página.
O livro começa com Lissa e Rose sendo trazidas de volta para a Academia pelos guardiões. E, mesmo após dois anos, o lugar se mostra cada vez mais perigoso para Lissa, a quem Rose quer proteger a todo custo. Somos apresentados, pouco a pouco, aos estranhos poderes de Lissa e as suas obscuras consequências, ao mesmo tempo que algumas perguntas vão sendo respondidas à medida em que a história avança.
É claro que plot nenhum, por mais bom que seja, é capaz de prender a atenção da maior parte das pessoas se os personagens não forem no mínimo razoáveis. E os personagens de VA são bons e, o melhor de tudo, não parecem estereótipos; cada um tem suas motivações e seus segredos, e todos têm seu papel na história.
Nem mesmo o romance me irritou. E olha que eu me irrito com praticamente todos os romances de todos os livros. Mas o de VA vem na medida certa; não tira o foco do plot, não é mimizento, e os pares românticos das duas realmente ajudam no desenrolar dos acontecimentos.
E quanto à escrita… É uma escrita padrão de YA. Nada muito descritivo, mas também não chega a ser vago ou sem graça. Não é meu tipo preferido – até porque é em primeira pessoa, embora os verbos sejam, graças aos céus, todos no passado -, mas se encaixa bem com o gênero.
Então, sim, como já devem ter percebido, VA não deu uma de TMI pra cima de mim. Ainda é meu YA preferido. Acho que hoje mesmo começo o segundo e assim que terminar estarei postando a resenha dele também. Enfim, três estrelas para VA aka O Beijo das Sombras.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s