Resenha: A Quinta Onda, Rick Yancey

A Quinta Onda
A Quinta Onda #1
Rick Yancey
Skoob
★★☆☆☆

Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.

Eu tive alguns problemas com esse livro, mas o que mais me incomodou foi um bem simples: eu fiquei entediada. Realmente entediada.

Não no início, porém. Enquanto lia as primeiras páginas, eu me estava bem animada com a trama e os personagens. Estava curiosa (e qualquer livro que me faça ficar nem que seja um pouco curiosa se torna minha prioridade), tão curiosa que não conseguia parar de ler. Cassie me fez revirar os olhos algumas vezes, mas eu estava inclinada a esquecer seus comentários meio idiotas e focar na personagem incrível que ela parecia ser. Uma sobrevivente. Uma garota inteligente e esperta. Quase fria, sim, mas ainda uma pessoa boa, por assim dizer. Ah, eu estava morrendo para vê-la em ação, e então eu estava amando vê-la em ação. Aqui na segurança do início tudo eram flores, arco-íris e luz do sol.

Mas estão o par romântico apareceu. Tédio, infelizmente, o seguiu de perto.

Evan, nosso par romântico, não foi o problema, para ser honesta. Bem, ele não teve personalidade nenhuma, então enquanto eu obviamente ainda queria e esperava por um bom personagem, meio que aceitaria ignorá-lo se ele não fosse irritante demais. Nem mesmo achei todo o “oops, eu venho lendo seu diário e observando você e, hm, querendo matar você há um tempo” estranho. Meu problema foi o que aconteceu após ele aparecer e, principalmente, a Cassie.

Eu pensei que você fosse esperta, Cassie. Ficar toda amorzinho com alguém que você acabou de conhecer sendo que você foi capaz de matar um soldado apenas por medo algumas páginas atrás não é ser esperta (e nem tem lógica, senhor escritor). Sim, ele salvou sua vida, mas o que diabos você estava pensando? Para onde aquela garota cautelosa e independente foi? Ela se perdeu nos olhos de cachorrinho do Evan, temo (ou talvez no seu hálito de chocolate, hm? Quem sabe?).

Eu tinha esperanças de que Cassiopeia iria honrar seu nome (quem gosta de kpop vai entender essa), mas ela não o fez. A garota de quem eu estava começando a gostar ainda estava lá, acho, mas ela perdeu metade de sua personalidade apenas porque tal cara era lindo e mostrou algum interesse nela. Tipo, sério? O fim da humanidade está acontecendo e você só sabe pensar nas mãos macias do Evan?

Não estava esperando algo assim de A Quinta Onda, então yeep, falemos sobre decepção.

A falta de acontecimentos no meio do livro tornou tudo pior. Acho que Yancey queria desenvolver o lado da história de Ben, mas ao invés de apresentá-lo no início ele acabou fazendo-o tarde demais para meu gosto. Fui forçada a ler quase tudo sobre Ben enquanto Cassie fazia nada com Evan em uma fazenda no meio de lugar nenhum e nada de importante nunca acontecia. Chato. Chaaaaato.

O romance entre Evan e Cassie foi sem graça e desajeitado. Evan não tinha razão alguma para gostar de Cassie, Cassie não tinha razão alguma para gostar de Evan. Ela apenas confiou nele (quase confiou, que seja) porque ele estava tomando conta dela, mas era isso. Não houve química entre os dois e graças a isso eu não consegui levá-los a sério em momento algum.

E, além disso tudo, tinha a escrita. Sendo bem sincera, eu gostei dela, mas de vez em quando parecia que o autor estava tentando demais fazê-la soar épica. Também não gosto muito quando se muda da primeira para a terceira pessoa, mesmo se for por apenas um capítulo ou dois (mas eu não me importo quando esses capítulos são prólogos, por exemplo. Não gosto apenas quando é no meio do livro, do nada) e de vez em quando Ben ou Cassie narraram como se a história estivesse sendo escrita em terceira pessoa apenas para voltar para a primeira dois parágrafos depois. Foi muito “oops eu quero essa descrição pomposa aqui, mas ela fica melhor em terceira pessoa então, hm, yeep”, e eu odiei isso. Sério.

Após o longo e chato meio, o final me surpreendeu sendo bom e até empolgante. Foi rápido e sim, eu podia dizer o que ia acontecer, mas foi bom lê-lo de qualquer forma. Basicamente, o final e o início são a razão de eu ter dado mais de uma estrela a esse livro. O meio simplesmente não foi digno o bastante deles, e o fato de que a quinta onda foi completamente inútil (eles poderia ter parado na quarta sem problema, sério) meio que foi a última gota. Então yeep, não lerei os próximos volumes.

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